Em discurso inédito do balcão da Embaixada do Equador em Londres, onde está abrigado há seis meses, Assange diz que material afetará 'cada país deste mundo'
iG São Paulo | 20/12/2012 19:39:34 - Atualizada às 20/12/2012 19:46:39
O fundador do site WikiLeaks , Julian Assange , disse nesta quinta-feira que não será "intimidado" ao prometer que seu site de vazamentos divulgará mais de 1 milhão de novos documentos no próximo ano. Segundo ele, os arquivos a ser publicados afetarão "cada país deste mundo". "O WikiLeaks já tem mais de 1 milhão de documentos que estão sendo preparados para ser difundidos", disse.

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, fala a partir de varanda na Embaixada do Equador em LondresEm um discurso inédito do balcão da Embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado há seis meses , ele também pediu a seus partidários que defendam o país sul-americano das ingerências dos EUA.
"Os apelos dos poderosos dos EUA por sanções econômicas contra o Equador simplesmente por defender meus direitos são errados e injustos", declarou o ativista australiano, de 41 anos, diante de uma centena de partidários e quase o mesmo número de jornalistas reunidos perante um sofisticado edifício de tijolos vermelhos enfeitado com decorações natalinas.
Assange dirigiu palavras de agradecimento ao país que o acolheu em sua representação diplomática, em 19 de junho, antes de lheconceder o asilo , em 16 de agosto, ao considerar fundamentados os temores de uma eventual extradição aos EUA."O presidente (do Equador Rafael) Correa disse com razão que os princípios equatorianos não estão à venda. Devemos nos manter unidos para defender o povo do Equador de uma intervenção em sua economia e de uma interferência em suas eleições" presidenciais de fevereiro de 2013, acrescentou o ex-hacker.
"Há seis meses entrei neste edifício. Virou minha casa, meu escritório e meu refúgio. Graças à postura de princípios do governo do Equador e do apoio de seu povo, estou seguro nesta embaixada e posso falar com vocês", afirmou em sua segunda manifestação pública durante esse período.
"Embora minha liberdade seja limitada, posso continuar trabalhando e me comunicando", acrescentou em outro momento de seu discurso, de dez minutos de duração.
Assange lembrou que, apesar de tudo o que aconteceu, 2012 foi um ano muito importante para o WikiLeaks, site especializado na divulgação de informações sigilosas, que difundiu "quase um milhão de documentos", incluindo alguns sobre a guerra na Síria .
Assange se refugiou na embaixada para evitar uma extradição iminente à Suécia como suspeito de quatro supostos crimes sexuais . Para Assange, a extradição ao país escandinavo seria apenas uma escala para sua entrega aos EUA, onde poderia ser condenado pela divulgação de documentos secretos.
Seu caso continua sem solução, enquanto o Equador tenta obter um salvo-conduto ou garantiasde que não haverá segunda extradição caso seja enviado à Suécia.
*Com AFP e BBC
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