Mostrando postagens com marcador CPI CACHOEIRA POLICARPO MIDIA VEJA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CPI CACHOEIRA POLICARPO MIDIA VEJA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

BOMBA NA CPI: POLICARPO, DE VEJA, SERÁ INDICIADO





Diretor da sucursal da revista em Brasília, o jornalista Policarpo Júnior é apontado pelo relator Odair Cunha (PT-MG) como integrante da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira; senadores da oposição tentam adiar apresentação do relatório; procurador Gurgel, também citado no relatório, é acusado de prevaricar no caso Demóstenes e de vazar depoimento secreto de Marcos Valério à revista Veja; clima vai esquentar



20 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 23:24 via Brasil 247




247 – Brasília vai ferver nesta quarta-feira 21. Além de pedir ao Conselho Nacional do Ministério Público que investigue o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do caso Cachoeira, guardou uma informação bombástica para a reta final da comissão: ele também vai propor o indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal da revista Veja, em Brasília.

A informação foi confirmada ao 247 por integrante da comissão e fará o clima esquentar no Congresso. Parlamentares da oposição, como o senador Álvaro Dias, tentam impedir que a leitura do relatório seja feita nesta quarta-feira.

Chamado de “caneta” por integrantes da quadrilha, Policarpo comandou diversas reportagens de Veja feitas a partir de grampos clandestinos produzidos pela quadrilha do bicheiro. Para se defender da ligação íntima e comprovada entre a revista e um contraventor, o diretor Eurípedes Alcântara, publicou um manual de ética em que defendia a parceria com criminosos, desde que essa ligação atendesse ao interesse público – e não da fonte criminosa. No entanto, diversas reportagens publicadas em Veja atendiam aos interesses diretos de Cachoeira, como as que trataram da derrubada de integrantes do Ministério dos Transportes – onde a empreiteira Delta, de Fernando Cavendish, enfrentava dificuldades.

Segundo o relator da CPI, o esquema de Cachoeira não teria o mesmo êxito se não contasse com um braço midiático tão poderoso. De Veja, pode-se aguardar a resposta padrão: o pedido de indiciamento de Policarpo será uma retaliação do PT à revista, diante do papel exercido pela publicação – e pela imprensa livre – no combate à corrupção.

Os próximos capítulos tendem a ser ainda mais quentes. Até porque Roberto Gurgel é suspeito de vazar para a própria Veja um depoimento secreto de Marcos Valério contra o ex-presidente Lula.

sábado, 4 de agosto de 2012

Cachoeira e delação premiada. Pânico!




Altamiro Borges via Blog do Miro
A situação do mafioso Carlinhos Cachoeira complica-se a cada dia que passa. Ele já perdeu seu protetor no Senado Federal, o ex-demo Demóstenes Torres, que foi cassado. Sua companheira, Andressa Mendonça, foi presa por algumas horas após tentar chantagear um juiz com um dossiê escrito, segunda ela, pelo editor da Veja, Policarpo Júnior. E até o seu advogado, Marcio Thomaz Bastos, decidiu abandoná-lo no pior momento. Diante deste quadro dramático, crescem os boatos de que Cachoeira optaria pela delação premiada.

A coluna Painel, da Folha, confirmou esta hipótese. “Com a saída de Márcio Thomaz Bastos da defesa de Carlinhos Cachoeira, voltou a ganhar corpo a possibilidade de o empresário acusado de contravenção negociar delação premiada para deixar a prisão, já que as tentativas de libertá-lo fracassaram. O acordo com o Ministério Público é defendido por antigos advogados de Cachoeira, como Jeová Borges Júnior. A hipótese causa apreensão entre políticos de todos os partidos e promete tumultuar o reinício das atividades da CPI”.

A Folha tucana liga o ventilador no esgoto ao afirmar que a opção pela delação premiada “causa apreensão entre políticos de todos os partidos”. Na verdade, esta hipótese causa pânico principalmente no governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, nos amigos de Paulo Preto – ex-tesoureiro de Serra – e na direção do Grupo Abril, que edita a revista Veja e mantinha íntimas ligações com Cachoeira. Ela também pode ofuscar o circo montado com o julgamento do chamado “mensalão do PT”.